Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

28.2.06

O Dilema do Prisioneiro

"Dois suspeitos são presos, acusados de um crime em conjunto e interrogados em salas diferentes, de forma a impossibilitar qualquer comunicação. O facto de ser ou não culpado é irrelevante. As condições são definidas: se os dois cúmplices confessarem o crime, ambos sofrerão uma pena branda. Ambos possuem o livre arbítrio ou de afirmar-se inocente, ou de confessar o crime. Porém, se apenas algum deles confessar o crime em conjunto, o confessado é brandamente punido por cooperar enquanto o outro é severamente punido. E, se ambos negarem o crime, não haverá, portanto, acusados. O facto é que pode haver dois vencedores no jogo, sendo esta última solução a melhor para ambos. Entretanto, os jogadores confrontam-se com alguns problemas: Confiarão no cúmplice e permanecem negando o crime, mesmo correndo o risco de serem colocados numa situação ainda pior, ou confessam e esperam ser libertados, apesar de que, se ele fizer o mesmo, ambos ficarão numa situação pior do que se permanecessem calados? Em abstrato, não importa os valores das penas, mas o cálculo das vantagens de uma decisão cujas conseqüências estão ligadas às decisões de outros agentes, onde a confiança e traição fazem parte da estratégia em jogo."

"O Dilema do Prisioneiro", William Poundstone (Universidade Princeton), John H. Kagel e Alvin E. Roth (Rand Corporation), Albert W. Tucker (Teoria dos Jogos).