Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

10.4.06

O calcanhar de Aquiles


(The Fortune Teller, Caravaggio, 1594-1595)

A guerra de Tróia foi originada pelo rapto de Helena de Esparta, filha de Zeus e Leda, mulher de Menelau, rei de Esparta, e irmão de Agaménon, rei de Argos e Micenas, por Páris, príncipe de Tróia. Como Helena tinha muitos pretendentes e Tíndaro, seu pai adoptivo, hesitava em decidir a favor de um deles temendo enfurecer os outros, surgiu Ulisses, rei de Ítaca, que propôs que todos os pretendentes jurassem proteger o marido que Helena escolhesse, tendo esta escolhido Menelau. Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau que, entretanto, apelou aos antigos pretendentes de Helena, recordando o antigo juramento feito. Agaménon assumiu o comando de um exército de mil naus que atravessou o Mar Egeu e atacou Tróia, criando um cerco que iria durar 10 anos, somente quebrado pelo estratagema do famoso Cavalo de Tróia idealizado por Ulisses. É durante a o cerco de Tróia que se destaca Aquiles, rei dos Mirmidões na Tessália, filho da ninfa Tétis e de Peleu. Zeus (Júpiter para os romanos) - Senhor dos Céus e Deus supremo, filho mais novo de Cronos, rei dos Titãs, e de Rhea -, e Poseídon (Neptuno para os romanos) - Deus supremo do Mar - a levaram até um oráculo que viu na sua mão que ela teria um filho que seria maior que o próprio pai e resolveram dá-lo. Tétis tentou tornar Aquiles invencível mergulhando-o no rio da Estige, mas ao segurá-lo pelo tendão de um dos calcanhares (o tendão de Aquiles) tornou esta parte vulnerável à morte. Aquiles é descrito pela sua capacidade superior de luta e pela sua atitude que mostrava uma completa e total devoção pela excelência de sua arte e nenhum respeito pela vida. Sua cólera era absoluta e o seu pensamento implicava que a morte fosse rápida e gloriosa. Quando, liderado por Agaménon, se recusa a lutar, a guerra começa a favorecer os troianos. Mas, com a morte do seu amigo Pátroclo, que se tinha feito passar por Aquiles para moralizar os gregos, pelo príncipe mais velho e campeão de Tróia, Heitor - filho de Príamo, rei de Tróia, e Hécuba -, retorna à batalha enfurecido e mata-o arrastando o seu corpo pelas muralhas da cidade. Heitor é descrito como exímio guerreiro que procurava lutar pela defesa da pátria e não pela glória pessoal. Mais tarde, Páris, irmão de Heitor e príncipe mais novo de Tróia, atinge o calcanhar de Aquiles com uma flecha envenenada e mata Aquiles.