Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

22.5.06

Google world


(The Persistence of Memory, Salvador Dali, 1931)

"[Sergei] Brin e [Larry] Page moldaram a cultura da empresa. Eles nunca andaram numa escola de gestão e acham que isso é uma vantagem. O seu vestuário típico é uma simples t-shirt preta, jeans, e ténis. Eles gostam de participar nos jogos de hóquei de patins em linha que se fazem regularmente no parque de estacionamento. Os segways e as motos eléctricas que os empregados utilizam para se deslocar no interior do Googleplex também fazem parte dos ícones da empresa. Há ainda um campo de voleibol de praia e duas piscinas aquecidas (e uma outra com bolas coloridas tal como nos parques para crianças). O código de vestuário? 'É preciso vir vestido', diz o CEO Eric Schmidt. Pelos corredores encontra-se de tudo. Uma cabine telefónica ao estilo londrino, por exemplo. Na Google come-se bem. A empresa serve três refeições por dia, gratuita para todos os empregados, e há vários cafés espalhados pela empresa. A Google passou meses a tentar encontrar um substituto para o cozinheiro Charles Ayers que era o favorito da banda Greateful Dead. (...) As refeições e a limpeza grátis da roupa, bem como as massagens e o cabeleireiro a preços altamente subsidiados são algumas das tácticas. Outra técnica é a de deixar que os empregados dediquem 70% do tempo aos negócios centrais da Google, 20% em projectos menos estratégicos e 10% em ideias 'fora de caixa'. (...) Outro aspecto central para a cultura Google é a atracção dos melhores talentos (...). Um dos exemplos foi o outdoor na auto-estrada que liga S. Francisco a Silicon Valey com uma equação matemática. Não havia sequer um logo da empresa, nem qualquer alusão ao recrutamento. Quem resolveu a equação tinha de ir ao site da Google onde teria de resolver um problema ainda mais difícil e só então ser convidado para a entrevista final de selecção. (...) Quando a Google recruta alguém não o faz tendo em vista um lugar definido. A ideia é captar talento e depois perceber onde é que ele faz falta."

in "Executive Invest", John Battelle (Editor e co-fundador da "Wired" e da "The Industry Standard". Fundador e publisher da "Federated Media Publishing" e colunista da "Business Review 2.0". Tem um mestrado pela Univ. da Califórnia, onde é professor visitante, e foi eleito Global Leader for Tomorrow no Fórum de Davos - www.battellemedia.com), Mai2006