Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

11.3.07

Bibliofilia: "O Codex 632"

(Colheita - Ceifeiras, Silva Porto, 1893)

Tomás Noronha, historiador e criptanalista da Universidade Nova de Lisboa, é contratado pela American History Foundation para investigar, através da estranha cifra moloc ninundia omastoos, se, no dia 22 de Abril de 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil por acaso ou premeditadamente. A decifra nomina sunt odiosa, ou seja, os “nomes são inoportunos”, conduzem-no à investigação da verdadeira identidade do descobridor da América, conhecido como o genovês Cristóvão Colombo, que era na realidade o fidalgo português Cristóvam Sciarra (Guiarra ou Guerra) Colonna de origem judaica e italiana. Na quarta leitura de 2007, à semelhança da terceira, não fosse o autor o mesmo, ressurgem as cifras de ocultação, substituição e transposição (anagramas), a “Crítica da Razão Pura” de Immanuel Kant, a Cabala, mas também, a filosofia de Michael Foucault e a física de Léon Foucault, em viagem pelo Rio de Janeiro, Londres, Jerusalém e Génova, dos Jerónimos, ao Hotel da Lapa, com passagem pela Quinta da Regaleira, em Sintra, ao Castelo de S. Jorge e à Torre de Belém. Eis o “O Codex 632”, José Rodrigues dos Santos, Gradiva, ed. Dezembro 2006, 23.ª edição, 550 pp., 22 €, a brindar-nos com a seguinte pérola: “(...) o que faz a riqueza de um país não é o dinheiro. É o conhecimento. É graças ao conhecimento que eu gero dinheiro. Posso não ter petróleo, mas, se souber construir pontes e fazer automóveis e conceber telemóveis, sou capaz de gerar riqueza de uma forma duradoura. É isso que torna uma pessoa ou país ricos (p. 381).” Veritas odium parit, a verdade gera ódio, digo eu...

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