Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

24.3.07

O Colosso de Rodes

(Purification at the Temple, Paula Rego, 2002)

Estátua oca de trinta metros de altura, criada entre 292 e 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindós, o colosso era uma imagem do deus do Sol, Hélios, protector da ilha de Rodes, na actual Grécia, e pretendia celebrar a retirada das tropas do rei macedónio Demétrio, depois de um longo cerco. O material usado na sua construção, setenta toneladas de bronze, veio do armamento abandonado pelo exército macedónio. Cada uma das suas pernas apoiava-se sobre uma margem do canal de acesso da ilha, de modo a que os barcos passassem por baixo para atracar. Na mão direita tinha um farol que guiava as embarcações na escuridão. Considerada, na Antiguidade Clássica, como uma das Sete Maravilhas do Mundo, a estátua durou cerca de cinquenta e cinco anos, até um terramoto a atirar para o fundo da baía. À excepção das pirâmides de Gizé, nenhuma das Sete Maravilhas sobreviveu, e na maior parte dos casos nem deixou mesmo evidências da sua existência como é o caso do Colosso de Rodes cujo seu metal, depois de se afundar no fundo da baía, foi vendido como sucata pelos árabes, no século VII.