Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

17.3.07

Teoria do Caos

(Morning, An Overcast Day, Rouen, Camille Pissarro, 1896)

Um sistema dinâmico não-linear, ou seja, quando a resposta a um distúrbio não é necessariamente proporcional à sua intensidade, isto é, a relação causa–efeito não é directamente proporcional, serve de objecto à Teoria do Caos que estuda o comportamento aleatório e imprevisível dos sistemas, enquanto conjunto de objectos que se inter-relacionam, onde podem ocorrer irregularidades na uniformidade da natureza como um todo. Pequenas alterações, ou pequenas causas, que aparentemente nada têm a ver com o evento futuro, podem provocar grandes efeitos. Enquadra-se aqui o “Efeito Borboleta” (1963) de Edward Lorenz: onde o simples bater de asas de uma borboleta num extremo da Terra, pode provocar uma tempestade no outro extremo, no espaço temporal de semanas. Lorenz também notou que variações aleatórias muito pequenas poderiam gerar um “efeito dominó” que elevava o grau de incerteza em eventos futuros. A partir de variações mínimas haviam acelerações nas precipitações de dados em determinadas direcções que alteravam completamente o resultado de determinada experiência. Em função destas constatações, concluiu que as previsões de fenómenos do clima só poderiam adquirir certo nível de precisão usando equações matemáticas que tivessem em conta o alto grau de incerteza dos eventos. A Teoria do Caos também se aplica à complexidade do mercado de capitais, onde as movimentações caóticas se dão ciclicamente, ora positivas, ora negativas. Estes ciclos em espiral, são o caos, que dá lugar à ordem, que por sua vez, origina novas formas de caos.