Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

30.12.08

Alfarrabista: Viagem pelo tempo (3)

No n.º 1, volume 75, de Janeiro/Fevereiro 1996, da revista Foreign Affairs, os professores de História Robert Chase, Emily Hill e Paul Kennedy* da Universidade de Yale defendiam que a política internacional norte-americana deveria adoptar uma estratégia de privilegiar os Estados fundamentais (The Pivotal States): México, Brasil, Indonésia, Índia, Paquistão, Egipto, África do Sul, Argélia e Turquia, numa altura em que o debate se centrava na redução do intervencionismo global dos Estados Unidos. A importância destes Estados advém das repercussões que a instabilidade interna dos mesmos pode ter nas regiões onde estão localizados. São Estados com grande densidade populacional, estrategicamente situados e com enorme potencial económico. A sua dimensão não tinha a mesma importância, p. e. o Zaire (1971/1997), actual República Democrática do Congo, é um Estado com um vasto território, mas não era considerado fundamental por não ter a mesma influência regional e internacional.

*Ascensão e Queda das Grandes Potências, Publicações Europa-América, ed. 1990, dois volumes.

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