Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

3.1.09

Utopia: A República de Hermes (1)


A República de Hermes, ano após ano, endividava-se excessivamente ao estrangeiro, aumentando exponencialmente a respectiva dívida externa, porque gastava anualmente muito mais do que aquilo que era capaz de produzir. Caso não fosse incrementado a competitividade das empresas da república no cenário internacional, o investimento nos sectores de actividade vocacionados para exportação e o fomento à poupança não poderia existir progresso económico e social, existindo até a possibilidade de ter de alienar todos os bens ao estrangeiro. Apesar de ter excelentes condições climatéricas, era muito dependente da energia produzida no exterior que era muito cara. Apesar de haver muito investimento, este não conseguia resolver os problemas, porque tratava-se de mau investimento que não conseguia gerar rentabilidade para aumentar os salários da população. Todo esse investimento era suportado pelos recursos do Estado e aplicado em infra-estruturas que mais motivavam a fuga de capitais para o exterior, uma vez que esses eram os destinatários das compras das matérias primas e materiais transformados necessários à sua construção, e apenas fomentavam o emprego precário. Caso não pertencesse à Confederação de Estados Zeus, e detivesse uma moeda própria, há muito tempo que teria atingido a bancarrota, i.e., a suspensão do pagamento dos juros da dívida pública ou outros encargos por ruína financeira do Estado [há-de continuar...].

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