Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

18.1.09

Utopia: A República de Hermes (4)


A República de Hermes atravessou bem o ano, mas não se recomenda. Segundo dizem os entendidos, a que a prosa nos obriga a chamar de técnicos, dois trimestres negativos consecutivos, sem crescimento económico, ou uma contracção anual do mesmo, a que também os mesmos técnicos denominam de Produto Interno Bruto (PIB), alteram a coreografia e o cenário para uma recessão. O grande perigo é o da gripe virar pneumonia, que é como quem diz, para bloguista perceber, a recessão virar deflacção. Para o comum dos hermeneutas, é como estar doente, mas, com receio dos efeitos secundários, não poder ser medicado. À partida, pensarão que o tal do comum dos hermeneutas tem um quê de hipocondríaco, desenganem-se! Porque estes hermeneutas que reza a história acham-se em crise desde a sua fundação, não fossem as previsões e os outlooks, e tudo seria como dantes, Sr. Abrantes, pois do bolso e da carteira ressentem-se aqueles que não se reformam de invalidez do mercado para irem trabalhar para a mercearia. Ou aqueles que abnegadamente ajudam a mercearia e ainda são pagos e promovidos pelo trabalho que já não desempenham no mercado. Já diziam os sábios hermeneutas que “quando a maré baixa, o lodo fica a descoberto” e, ainda por cima, “o Poder costuma conservar para si o domínio do insondável”. Assim foi, assim é, e assim será?


in Público, Bartoon, Luís Afonso, 09-Jan

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