Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

29.1.09

Utopia: A República de Hermes (5)


Voltamos a Hermes, onde o grande debate da sociedade desta altura é feito entre a escolha de baixar os impostos de um povo já sobrecarregado ou aproveitar a nesga de folga orçamental para alcançar o progresso megalómano. Quisesse o narrador da estória aumentar o tráfego deste espaço e estaríamos agora a dedilhar com súbita frequência a palavra freeport. Não é esse o motivo dos nossos devaneios, já basta o que basta! O propósito é mais soberano. Na sociedade hermenêutica a culpa morre frequentemente solteira. Mas de culpa também sofre o indivíduo hermeneuta para o qual o bem comum, em vez de ser de todos, é interpretado como não sendo de ninguém. Para o qual o talkshow matinal e vespertino da derrocada familiar tem superior interesse à preservação do património cultural. Onde tanta gente honesta coexiste na mesma proporção com a falta de seriedade. Tal afirmação, poderá eventualmente parecer estranha ao caro bloguista que derrete o seu tempo com estas visitas, no entanto, se tomar como exemplo aquele que nunca roubou, não rouba, nem roubará, mas que não procura devolver a nota que o acaso e a epifania a seus pés lhe prostrou; ou o troco que alguém malbaratou; ou a renúncia ao cargo da res publica quando a suspeita foi lançada; reconhecerá então o caro bloguista, mesmo junto à região meridional da Confederação de Zeus, que a neve é branca como a cal. Descanse agora que isto há-de continuar...

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