Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

22.2.09

Ad aeternum: Coisas que se passam (3)


Mario Stanic (n. 10 Abr 1972 e 1,87 m), ponta-de-lança croata do Benfica, na época de 94/95, do intelectual Artur Jorge, era suplente constantemente utilizado a 20’ do fim e sempre facturava. Artur Jorge teimosamente insistia em Claudio Caniggia e João Vieira Pinto que observavam em campo as bolas centradas a voar sobre as suas cabeças. Foi transferido para o Brugge, onde viria a ser considerado o melhor jogador do campeonato belga ao marcar 27 golos, em 37 jogos, na época 95/96. Óscar Cardozo, actual ponta-de-lança paraguaio do Benfica também é sempre preterido de titular, também é sempre suplente utilizado e também sempre factura, joga bem de pés e de cabeça, sendo actualmente o melhor marcador com sete golos. Disse o filósofo George Santayana que “quem esquece o passado, tem tendência a repeti-lo.”

“Estivemos mal posicionados desde a primeira metade do jogo e corremos riscos devido a um posicionamento estranho da equipa. Cometemos muitos erros. O funcionamento do Sporting requeria que tivéssemos feito uma das nossas boas partidas, no funcionamento do sistema, na coordenação de movimentos. (...) O ataque do Sporting é mais difícil de neutralizar do que o do FC Porto.” Quem o disse poderia ter sido o Bruno Prata, o António Tadeia ou o Luís Freitas Lobo, mas foi Quique Flores. Se se chamasse Fernando Santos, José Mota ou Jorge Jesus já haveria lenços brancos na Luz. Os preconceituosos do lado oriental da 2.ª Circular não acolhem muito bem o risco ao meio, mas não há dúvida que é competente. Ontem, viu uma auto-estrada sem SCUT no lado esquerdo da defesa do Benfica.

Etiquetas: