Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

7.3.09

Bibliofilia: "A Quinta dos Animais"

Os porcos Bola-de-Neve e Napoleão prosseguiram a vontade do decano Major no manifesto “o Homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é demasiado fraco para puxar o arado, não consegue correr suficientemente depressa para caçar coelhos. E todavia, é amo e senhor de todos os animais (p. 21)” e lideraram a Rebelião sem nunca a ter premeditado. O Sr. Reis foi obrigado a fugir da Quinta do Infantado, posteriormente Quinta dos Animais, expulso pelo animais da quinta: o colosso Trovão e Feijoca, cavalos de tiro, os cães Mimosa, Ginja e Lebréu, a cabra branca Sofia, e o céptico burro Benjamim, quem sabe o mais esperto, a estouvada e vaidosa égua Mimi e muitos outros que também rechaçaram o Homem nas Batalhas da Vacaria e do Moinho. Não faltava até uma espécie de “ministro da propaganda”: o porco Tagarela. Releitura desta excelente obra de George Orwell, escrita de Novembro de 1943 a Fevereiro de 1944, de um socialista presciente numa época em que era contranatura criticar o aliado soviético. A Quinta dos Animais, adopta o nome original nesta tradução – também conhecida noutras edições como O Porco Triunfante ou O Triunfo dos Porcos –, George Orwell, Antígona, 1.ª edição (Julho 2008), pp. 156, 14 €, com corpo de texto em caracteres Bembo standard, algarismos em Minion e impresso em papel Munken Pocket, 80 gramas, creme. Relido de 03 Fevereiro a 05 Março. Já sabemos que “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.”

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