Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

26.4.09

Utopia: A República de Hermes (10)


Ah! Já cá faltava Hermes. Entre campanhas negras e processos de difamação e contra-difamação degladiam-se, em sentido tropo, centauros e minotauros, principais facções partidárias, de centúria em centúria, nesta república regada a caduceus. Perdoem a estes partidos diletantes os excessos cometidos. À primeira vista, ou num olhar de soslaio, poderia-se aplicar o dito de “a orquestra a tocar e o Titanic a afundar”, é que para muitos a orquestra do Titanic tocava por ingenuidade ou absoluta loucura, mas, na realidade, como mais tarde se veio a comprovar, nem havia orquestra, nem tão pouco ingenuidade, houve sim um soberano exemplo de coragem perpetrado e perpetuado por um quinteto e um trio de cordas que ao acalmarem os passageiros que procuravam refúgio nos salva-vidas perderam a possibilidade deles próprios se salvarem. Mas em Hermes as convicções são tácticas, efémeras, apostam no curtíssimo prazo, no imediato, em detrimento do duradouro que é sinónimo geral do duradoiro. Não há formigas nesta república de cigarras. Da euforia à melancolia é um vê-se-te-avias. Aqui sim, aplica-se o dito: “quem vier atrás, que feche a porta!” Sinal dos tempos. Curtos.

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