Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

15.5.09

STOP: Reflexões ao acaso (1)

Alguns acusam a falta de entendimento das duas principais organizações de contabilidade internacional também como causa da grave crise mundial e dos escândalos financeiros das grandes empresas e dos abusos das administrações. Outros condenam a incidência fiscal ser maior sobre os dividendos do que sobre as mais-valias, fomentando assim a especulação financeira. Há quem condene as astronómicas remunerações dos gestores das empresas que vivem ainda em regime de monopólio. O mérito destes no crescimento da empresa é nulo, quando basta apenas repercutir os custos no preço pago pelos consumidores que não têm opção de escolha. E há ainda o Prémio Nobel da Economia de 2001, Joseph Stiglitz, que, recentemente nas Conferências do Estoril, defendeu que “os Bancos [norte-americanos] falharam muitos investimentos nos últimos anos, mas foram muito bons no investimento político. Apostaram nos dois partidos, à espera de retornos e conseguiram-nos. (...) Através de contribuições milionárias para campanhas, de forma menos directa do que nos países em desenvolvimento e envolvendo montantes mais elevados.” E para Portugal, aconselha o Governo a aplicar medidas que reduzam os spreads aplicados pelos Bancos na concessão de financiamento, por exemplo, através da concessão de garantias nos empréstimos às PME, de modo a melhorar a disponibilidade de crédito.

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