Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

18.7.09

In absentia: A linha do horizonte (1)


O meu filho mais novo, por razões meramente pessoais, anda num conceituado colégio de Lisboa. Agora, ao acabar a infantil e ao entrar para o 1.º ano, o grupo de colegas foi dividido em duas turmas, tendo sido colocado na primeira todos os “Habsburgos”, “Holsteins” e Bourbons” e na segunda turma os restantes. Nem de propósito, ao ler o jornal Público de ontem, associei de imediato à “bárbara consanguinidade” da Casa da Áustria, quando Maximiliano I (1459 – 1519), imperador da Alemanha, alargou os seus domínios servindo-se de alianças matrimoniais. Casou com a prima materna, Maria de Borgonha, ganhando assim a Borgonha e a Flandres, e casou o seu filho primogénito, Felipe de Habsburgo, “o Belo”, (1478 – 1506), com Joana I, “a Louca”, (1479 – 1555), rainha de Castela. O neto Fernando casou ainda com Ana da Hungria, obtendo a soberania sobre a Hungria e a Boémia. E o nosso D. Manuel I viria a casar com D. Leonor de Áustria, filha de Carlos V. Sendo que este último, por sua vez, viria a casar com a infanta portuguesa D. Isabel, filha do seu cunhado e sogro. D. João II viria a casar-se com a princesa Catarina da Áustria e a casar a sua filha com Felipe de Castela, seu cunhado e simultaneamente genro. É que toda esta endogamia provoca um aumento significativo do coeficiente de consanguinidade (proporção de genes idênticos recebidos dos progenitores) equivalente ao de uma relação incestuosa afectando a saúde e reduzindo a esperança de vida do “sangue azul”. Será que a implosão da Monarquia pode ter originado também o surgimento da República? Amicitia tibe iunge pares...

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