Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

13.8.09

Bibliofilia: "Walden ou a Vida nos Bosques"

Henry David Thoreau, Walden ou a Vida nos Bosques, Antígona, Março 2009, pp. 366. A magnificência da obra merecia mais faustosa capa, mas essa é a minha exclusiva opinião, porque para um transcendentalista como Henry David Thoreau (1817-1862), contemporâneo de Ralph Waldo Emerson, a “riqueza supérflua só pode comprar supérfluos.” É assim que ele se refugia durante dois anos (1845-1847) e dois meses (até 6 de Setembro de 1847), numa cabana construída por si, nos bosques da margem do lago Walden despido dos preconceitos, das ambições materialistas desmedidas da sociedade e, sobretudo, em plena comunhão com a Natureza, porque “os homens trabalham à sombra de um erro, lançando ao solo para adubo o que têm de melhor. Por uma sina ilusória, vulgarmente chamada necessidade, desgastam-se, como se diz num velho livro, a amontoar tesouros que a traça e a ferrugem estragarão e que os ladrões hão-de roubar. É uma vida de imbecis, como perceberão ao fim dela, se não antes.” (p. 19) Assim, limita-se a produzir o necessário para consumir, não desperdiçando as suas energias e encaixando todas as peças num puzzle de escassos recursos disponíveis, mas ainda assim suficientes, para poder ocupar o tempo observando coisas simples tais como uma encarniçada luta de formigas (p. 257)

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