Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

20.9.09

Bibliofilia: "A Ruptura" / "Oregon Trail" - "Lester Cockney"

Franz, A Ruptura /Oregon Trail - Lester Cockney, Edições ASA / Público, Agosto 2009. Ao que parece esta é a sétima e a oitava história depois de (1) Os Loucos de Kabul, (2) O Ranger da Neve, (3) Uma Húngara no Penjab, (4) “Quero Voltar para Pecs”, (5) O Rei dos Dálmatas e (6) Os Conjurados do Danúbio. A Ruptura decorre em 1860 e começa na Irlanda, prolonga-se por Espanha – onde Lester Cockney reencontra o pai que nunca tinha conhecido e combate o bando dos comprachicos, sempre com a companheira indiana Taranna cujos predicados letais o ajudam nas suas aventuras – e acaba na Índia. Este herói irlandês, originário de Gap of Dunloe, de Killarney, County Kerry, nascido como Lester Mahoney ficou conhecido como Cockney, porque “cockney é o nome que se dá aos que trabalham no porto de Londres” e “aos que vivem nos subúrbios. E, segundo a tia Maisie, o pai de Lester “estava sempre nos subúrbios de um sítio qualquer” e ele ficou o filho do cockney de Liverpool. A segunda aventura, Oregon Trail, como o próprio nome sugere, decorre no Oeste americano dos grandes espaços com o cliché do poderoso e influente latifundiário que adquire pela força ou chantagem todas as restantes terras, suportado por um bando de pistoleiros e dominando a lei local, para as vender ao futuro caminho-de-ferro. Embora, pareça forçado a ligação feita entre as duas aventuras: quando Lester Cockney, ainda na Índia, resolve levar touros brâmanes para cruzar com as vacas do Oeste americano, por sugestão de um tal holandês-polaco. Estamos mais habituados à condução das manadas do Texas para Dodge City, Kansas, ou Denver, Colorado. E depois há constantes flash-backs e há a Irlanda, a Inglaterra, a Índia, o Afeganistão, Cabul, Peshawar, o Punjab, Áden, o Egipto, a Dalmácia, a Hungria, Budapeste, a Espanha... é demasiado mundo para apenas um herói, ainda que aventureiro, do século XIX e também me parece haver demasiado argumento para a limitação das poucas pranchas, o que provoca a velocidade supersónica no encadeamento da história. Não conhecia. Fiquei a conhecer. Embora prefira aventuras mais simples e quiçá mais reais.

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