Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

10.10.09

Bibliofilia: "Cadernos do Subterrâneo (1864)"

Fiódor Dostóievski, Cadernos do Subterrâneo, Assírio e Alvim, Dezembro 2000, pp. 189. Este homem começa por dizer-nos que é um homem doente e mau. Pensa estar doente do fígado e avisa logo a navegação que não é simpático. Nem ele, nem a obra, que é um longo e sombrio monólogo duma profunda incursão às profundezas de um perturbado ser humano acossado e assolado pelas suas crises, fraquezas e humilhações. Porque “o homem é um ser volúvel, inconsequente, e talvez, como jogador de xadrez, apenas tenha prazer nos meios e não nos fins em si mesmos: quem sabe (ninguém poderia demonstrar o contrário) se o fim para que a humanidade propende consistirá apenas nesse incessante esforço para chegar, por outras palavras, na vida em si própria e não no fim” (p. 35). Existe uma outra edição com tradução de Natália Nunes sob o título A Voz Subterrânea da Quasi Edições.

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