Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

8.10.09

Bibliofilia: "The Castle"

Franz Kafka, The Castle, Wordsworth Editions, 2009, pp. 283, (releitura). “Eu sei que nós, portugueses, temos o hábito de reler livros que nem sequer lemos, mas juro que reli Broadway Babies [...] uma meia dúzia de vezes. A cada uma, o prazer aumenta.” (Alberto Gonçalves, revista Ler, Outubro 2009, p. 14) Eu também juro que reli O Castelo, ou talvez seja melhor dizer que li o The Castle, e o interesse não foi somente aumentar o prazer por Kafka, mas também a tentativa de perceber porque é que este agrimensor K não consegue franquear este castelo cujas pontes levadiças e os fossos de crocodilos são as diferentes interpretações das leis dos funcionários e a dificuldade de obter o respeito e a ajuda dos habitantes da aldeia, constantemente apimentado pelo absurdo. À segunda, K também não consegue entrar no castelo, nem exercer o ofício de agrimensor, porque há fortalezas inexpugnáveis e nesta nem Ulisses conseguiria juntar madeira para formar o Cavalo de Tróia.

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