Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

4.10.09

Momentum: "Carpe diem" (121)


Anteontem lá voltou a borrasca, que ameaça a Europa além Portugal na próxima segunda-feira, com a divulgação do aumento do desemprego em Setembro nos Estados Unidos para 9,8% e a queda de 0,8% dos pedidos industriais, ou bens duradouros. Claro que isso não é nada que certamente preocupe o Luandino Vieira, que nem parece angolano, ou qualquer hominídeo como a Australopithecus afarensis, também conhecida por Lucy, ou a mais recente Ardipithecus ramidus, Ardi para o comum dos mortais que não paleontólogos ou paleontologistas. É que, como alguém disse, “os votos medem uma realidade e fazem uma escolha, mas os resultados das políticas medem-se em termos de bem-estar (...) e do crescimento do país. (...) Os votos dão legitimidade não conferem razão.” O que leva à questão de saber se nós somos descendentes dos primatas, nomeadamente do chimpanzé ou dos grandes símios, ou se somos modelos de nós próprios. A ser assim, a Patrizia D’Addario teria muito mais a ver com o Travis Bickle do que propriamente com o Silvio Berlusconi.

Adenda: esqueci-me completamente que, além de segunda-feira ser já amanhã, a implantação da república não chega aos neo-liberais da bolsa e, portanto, vai haver também borrasca não só “além Portugal” como também cá. “Yet closer inspection suggests caution. Despite a welcome return to growth, the world economy is far from returning to ‘normal’ activity. Unemployment is still rising and much manufacturing capacity remains idle. Many of the sources of today’s growth are temporary and precarious. The rebuilding of inventories will not boost firms’ output for long. Across the globe spending is being driven by government largesse, not animal spirits. Massive fiscal and monetary stimulus is cushioning the damage to households’ and banks’ balance-sheets, but the underlying problems remain. In America and other former bubble economies, household debts are worryingly high, and banks need to bolster their capital. That suggests consumer spending will be lower and the cost of capital higher than before the crunch. The world economy may see a few quarters of respectable growth, but it will not bounce back to where it would have been had the crisis never happened.” Economist (01 10 2009)

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