Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

8.11.09

Bibliofilia: "O Símbolo Perdido"

Dan Brown, O Símbolo Perdido, Bertrand Editora, Outubro 2009 (pp. 571). Muito já foi dito sobre a obra, e também aqui, a personagem principal continua a ser a mesma, Robert Langdon, historiador e simbologista de Harvard. Desta vez, acompanham-no outras três personagens relevantes como o maçom Peter Solomon, a irmã cientista noética Katherine Solomon, bela aos cinquenta anos, e a irascível directora do Office of Security da CIA Inoue Sato, de quem durante longas páginas recai a suspeita de estar em conluio com o génio do mal, Andros, Mal’akh ou, na verdadeira revelação, Zachary Solomon, o filho de Peter julgado assassinado numa prisão turca. Depois de Roma, Paris e Sevilha, agora Washington. Há a habitual dose de símbolos por descodificar e anagramas, referências a obras de arte como a Apoteose de Washington (1865) de Constantino Brumidi e a Melancolia I (1514) de Albrecht Dürer, modernices como o iPhone, o BlackBerry, o acto de “googlar”, o uso e abuso do estafado itálico e uma “gralha” na p. 220. Mas talvez mais interessante dos que os rituais maçónicos sejam as revelações de que, como o pensamento tem massa, é uma coisa real, mensurável, tangível, e se exerce então gravidade, pode atrair coisas, boas ou más. (Rhonda Byrne, O Segredo). O pensamento focalizado massificado pode alterar o rumo dos acontecimentos e moldar o destino, pode ser convicção, fé, crença. Pode curar. Ou, como termina o livro, publicado no ano que Barack Obama chega à Casa Branca, pode ser esperança.

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