Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

1.11.09

Momentum: "Carpe diem" (145)


Três dias e 332 páginas depois. Curiosa ajuda a do taxista árabe Omar Amirana à equipa da CIA e o receio que Langdon e Katherine Solomon transportassem uma bomba na mochila que levaram para o interior do táxi. Extraordinário esse colosso personagem, Andros, o génio do mal da história, que personifica o anjo Moloch da obra de John Milton, Paraíso Perdido/Paradise Lost (1667), agora Mal’akh, com todo o corpo coberto de tatuagens – o peito com uma fénix bicéfala – à excepção da fontanela, castrado e em jejum há vários dias. Rico, fruto do assassinato na prisão turca e posterior roubo da fortuna herdada pelo filho de Peter Solomon. Luta-se por uma pirâmide de trinta centímetros e uma pedra de fecho de cinco. Ambas agregadas representam um mapa, um portal, uma porta, apontam para o local onde estão escondidos os Mistérios Antigos, o segredo mais bem guardado da humanidade: a “sabedoria das eras”. Já sobre as personagens femininas, Inoue Sato não podia de facto ser a heroína e parceira de Langdon nesta aventura, mas enganam-se aqueles que não apostavam na bela Katherine Solomon por causa dos seus cinquenta anos. Também há um pouco de Saramago nesta história: “Porque os cristãos, na sua maioria, querem ter tudo. Querem poder declarar orgulhosamente que acreditam na Bíblia e ao mesmo tempo ignorar simplesmente aquelas partes que acham demasiado difíceis ou demasiado inconvenientes para se acreditar nelas (p. 230).” E há a uma soberba descrição da obra de Albrecht Dürer (1471-1528), Melancolia I (1514) que “consistia numa figura pensativa, com asas imensas, sentada à frente de um edifício de pedra, rodeada pela mais diversa e bizarra colecção de objectos imaginável – instrumentos de medida, um cão esquelético, ferramentas de carpintaria, uma ampulheta, vários sólidos geométricos, um sino pendurado, um putto, uma espada, uma escada. (...) Uma representação do ‘génio humano’ – um grande pensador de queixo na mão, parecendo deprimido, ainda incapaz de alcançar a iluminação. O génio está rodeado por todos os símbolos do seu intelecto humano – objectos de ciência, matemática, filosofia, natureza, geometria, até de carpintaria – e, no entanto, não é ainda capaz de subir a escada para a verdadeira iluminação. (...) Simbolicamente, (...) representa a tentativa falhada da humanidade de transformar o intelecto humano em poder divino. Em termos alquímicos, representa a nossa incapacidade de transformar chumbo em ouro (p. 298).”

Qual destas personalidades poderia ser um genio do mal maior que Mal'akh?
Maite Proenca
Paulo Bento
Jose Saramago
Domingos Paciencia
Dr. Armando Vara
Manuel Pellegrini
Dr. Pedro Passos Coelho
A entrada para o tunel do Estadio do Braga
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