Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

19.11.09

Momentum: "Carpe diem" (157)


O racional Carlos Queiroz (e não Queirós) igualou hoje o emotivo Felipe (e não Filipe) Scolari. Está a ser criticado agora pela fleuma britânica do festejo, por comparação com as bandeiras na janela e a carpideira emocional. Nunca a GNR foi tão necessária como em Zenica, atendendo a que ainda há países na Europa, como a Bósnia-Herzegovina, e instituições, como a FIFA, onde a civilização tarda em chegar. Portugal fez hoje, frente a esse Estado europeu muçulmano, o melhor desafio de toda a fase de apuramento para o Mundial da África do Sul, sobretudo pela inteligência, racionalidade e segurança com que controlou o jogo num terreno com condições extremamente adversas. (É de facto quando se escreve sobre “bola” que nos apercebemos da criativa utilidade, p.e., de expressões como “desafio” e “encontro” para não tornar repetitivo o termo “jogo”, entre outros) Pode não ser eficiente (bonito?), mas é eficaz. No Campeonato da Europa de 1992, a Dinamarca de Peter Schmeichel, Lars Elstrup, Brian Laudrup, Henrik Larsen e Flemming Povlsen (entre outros. Menos o Michael Laudrup que não quis participar), que havia sido eliminada na fase de apuramento, foi repescada no lugar da Jugoslávia – exactamente por causa da guerra de secessão –, e veio a ganhar o Euro ’92, na final contra a favorita Alemanha por 2-0. Enquanto isso, ai ai ai, ai ai ai, a sumidade futebolística nacional denominada de Rui Santos, já varreu o Queiroz, Scolari e academias de clubes e discorre agora sobre a divisão norte-sul.

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