Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

6.12.09

In absentia: A linha do horizonte (7)


Este fim-de-semana vi no Panorama BBC o presidente da Berkshire Hathaway, que tem anos em que é considerado o homem mais rico do mundo (embora nunca tão rico como o Cristiano Ronaldo que tem na sua posse outras riquezas, materializadas na Merche Romero, na Nereida Gallardo, e desmaterializadas na Paris Hilton), com uma fortuna avaliada em mais de 40 mil milhões de dólares, que é mais do que o PIB de metade dos 192, 193, 194 ou 195 (se o Alberto João Jardim não tiver declarado a independência da Madeira nas últimas 24 horas como forma de pressão para aprovação do Orçamento de Estado rectificativo-suplementar-redistributivo) países do mundo, afirmar que nunca se mete em nada que não perceba (traduzindo: nunca compra nada que não domine o negócio); que quando investe num negócio, investe à séria, i.e., investe grandes quantidades, e nem se preocupa muita com a diversificação, como foi o caso da Coca-Cola, American Express e Walt Disney; que só faz aquisições estratégicas e não financeiras, ou seja, investe a longo-prazo e não para especular, também por isso não olha para o valor das empresas que adquiriu diariamente, semanalmente ou mensalmente; que nunca recorre a financiamento (alavancagem) – e para isso detém um negócio que lhe permite assegurar bastante liquidez duma forma antecipada, que não é o que o Modelo Continente faz com os fornecedores, mas parece, através da companhia de seguros Gleico, cuja cobrança de prémios das apólices que cobrem os riscos seguros constituiu uma receita antecipada para as empresas deste homem que vive na mesma casa, que comprou por 31 mil dólares, há mais de 50 anos; que só compra carros usados (mas em bom estado); que não come vegetais, gosta de fast-food e, quando lhe apetece, come gelados e amendoins ao pequeno-almoço; que comprou uma slot machine para colocar em casa para os filhos, quando ainda eram pequenos, gastarem a mesada; que passa o tempo constantemente a ler (relatórios e contas?); que não usa computadores; que não conhece pessoalmente as empresas que adquiriu ou que irá adquirir; que gosta de jogar bridge com o seu grande amigo Bill Gates, a quem doou uma parte importante da sua fortuna à Fundação deste. Warren Buffet, com uma genuína modéstia, não reconhece que enriqueceu muitas pessoas, apenas acredita que essas pessoas ficaram ricas porque não venderam.

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