Momentum: "Carpe diem" (168)

Que emoção, que alegria, esta semana foi ultrapassado o limite da energia de um teraelectrão-volt (1 TeV) por partícula para cada feixe de protões que circulam, em sentido contrários. Por falar em sentidos contrários, hoje fui admoestado em trinta euros, o equivalente a uma bilionésima parte do teraelectrão em moeda única, por estacionamento indevido naquilo que vulgarmente apelidamos de “zebras”, quando cerca de quinze quilómetros avante um senhor a conduzir, com a mão direita, e a falar ao telemóvel, com a mão que sobrava, entrou numa rotunda sem ceder prioridade, contornou-a sempre na via mais à direita e seguiu incólume e imperturbado. Creio que existia no léxico jurídico uma expressão que defendia que quem proibia o mínimo, proibia o máximo. Quem permitia o máximo, permitiria também o mínimo. A zebra sou eu.
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