Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

8.12.09

Momentum: "Carpe diem" (171)


Andre Agassi (n. 1970) revela aqui que sempre odiou o ténis, o pai – um emigrante iraniano arménio – obrigou-o desde muito cedo a treinar quatro a cinco horas diárias, desvalorizou a frequência da escola e os estudos, colou-lhe raquetas às mãos na infância e modificou uma máquina para lançar bolas de ténis a uma velocidade de 175 km/hora quando ele treinava ainda com sete anos de idade. Agassi usava extensões no cabelo para esconder a calvície precoce aos dezassete anos, vivia e tinha sucesso numa vida para a qual não tinha tido escolha. Nunca pudera optar e começou a definhar, de 1.º (1995) no ranking ATP caiu para 141.º (1997), vieram as metanfetaminas e a mentira justificada numa carta que a ATP, por incrível que pareça, veio a acreditar e a aceitar. Pela primeira vez na sua vida, teve a possibilidade de escolher entre parar ou relançar a carreira. Relançou a carreira em 1999, ao vencer Andrei Medvedevna na final do Roland Garros, com 29 anos. Em 2000, chegou à final do Estoril Open, mas perdeu para o brasileiro Gustavo Kuerten. Em 2005 era o 7.º do ranking mundial. Fustigado pelas lesões, fez o último jogo, como profissional, a 3 de Setembro 2006. Perdeu e foi aplaudido de pé, na altura já casado com a ex-tenista alemã Steffi Graf (n. 1969), que conhecera em 1999, com quem casara em 2001 e de quem tem dois filhos. Como tive oportunidade de constatar no 60’, a história da vida de Andre Agassi é bonita pela superação de todas as dificuldades, mas não posso deixar de admitir que há um erro que é insanável.

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