Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

2.3.10

Momentum: "Carpe diem" (225)


“De acordo com a simulação feita pelo DN, para um crédito à habitação de 150 mil euros, a 30 anos, uma família composta por três pessoas ficará a pagar 551,73 euros, tendo por base a taxa de juro média da Euribor a seis meses, acrescida de um spread de um ponto percentual. Há um ano atrás, para o mesmo empréstimo para a compra de casa, com idêntica margem financeira, este agregado familiar estava a pagar 635,16 € euros. No espaço de um ano, verificou-se um ganho de 83 euros, ou seja, uma descida de 13,1% na prestação.” Qual o motivo para ser referido o agregado familiar de 3 pessoas? Que diferença fará isso na análise de pricing? Se o agregado, em vez de três, fosse de seis pessoas o spread do Banco, e a respectiva prestação, descia? Pelo contrário, encarecia? Não é referido que se trata de regime bonificado. Já não há regime bonificado para novos contratos. Ao regime bonificado, em geral, não se aplicam spreads. Não sabem distinguir análise de risco, onde é tido em conta o agregado familiar, e atribuição de pricing. É por isto que os jornais se devem limitar àquilo que fazem muito bem: mexericos e ajustes de contas.

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