Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

27.3.10

Momentum: "Carpe diem" (247)


Apesar do seu percurso de intensa intervenção política no Chile, como segurança pessoal de Salvador Allende, e na Nicarágua, como guerrilheiro na Brigada Simon Bolívar do regime sandinista, Luís Sepúlveda não acha que a sua escrita, ou a literatura, em geral seja intervenção, mas é fundamentalmente entretenimento ou aquilo que chama de “possibilidade de evasão”: “quando lemos um livro desligamo-nos da realidade e, consoante o que tenhamos lido, voltamos à realidade em melhores condições, um pouco mais inteligentes, um pouco mais alegres. Essa é a única função que tem o livro.” Ele não crê na literatura de agitação ou naquilo que se chama o “escritor comprometido”, porque comprometemo-nos como cidadãos e não como escritores. Apesar das referências políticas dos seus livros. O próprio acto de escrever é uma demonstração de cidadania.

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