Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

2.4.10

Momentum: "Carpe diem" (251)


Mário Jardel, talvez o melhor ponta-de-lança que actuou em Portugal, foi dura e frequentemente (e já agora, na minha opinião, injustamente) criticado porque não jogava bem com os pés, não era “trabalhador”, estava sempre parado lá na frente, senão fosse o Drulovic no FCP e João Vieira Pinto no SCP a “servirem-no” não teria tido o sucesso que teve. Mas, Mário Jardel tinha um verdadeiro killer instinct, jogava fenomenalmente bem de cabeça, tinha um excelente poder de impulsão (tivesse sabido manter esse poder de elevação fora dos recintos desportivos), jogava soberbamente com os dois pés e possuía um sentido posicional absolutamente fora de comum que lhe permitia actuar sem dificuldades sozinho no ataque tanto contra equipas de relevo internacional como contra equipas de escalão inferior. Ontem, no Benfica – Liv’pool observou-se mais um festival de falhanços de um ponta-de-lança paraguaiu que joga mal de cabeça, só joga bem com o pé esquerdo e tem sido municiado ao longo de todo o campeonato por jogadores como Javier Saviola, Pablo Aimar, Ramires, Angel Di María. É certo que resolveu o jogo com dois certeiros penáltis, quando esta época já falhou cinco, segundo o Público, ou quatro, segundo o Record, nas balizas de 7,32 metros e na marca de onze metros. É certo que é o melhor marcador do campeonato com 19 golos e leva nove na Liga Europa. Mas os ventos correm de feição. E quando assim é tudo corre tudo bem, quando acaba bem.

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