Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

27.4.10

Momentum: "Carpe diem" (266)


Em dia de greve geral dos transportes públicos constatam-se situações verdadeiramente histriónicas. Não com as filas intermináveis de tráfego, que é natural; não com as dificuldades de escoamento de trânsito, que é natural que ocorram; não com os atrasos na chegada aos locais de emprego, que também é natural. São situações que naturalmente afectam o quotidiano nesse dia. Afectam tanto o quotidiano nesse dia, que os noticiários, seja da rádio ou das televisões, preenchem demasiado tempo a questionar desempregados porque não vão de táxi ou a sugerir aos responsáveis do trânsito para aconselhar as pessoas a deixar o carro em casa quando não há transportes públicos (TSF). Houve uma época em que a qualidade do jornalismo era apenas colocada em causa nas secções de desporto, porque era a porta de entrada dos jovens estagiários para voos mais altos. Agora o jornalismo debitado por script obriga a ouvir na rádio notícias de última hora aos gritos ou, como ainda esta noite, uma senhora a questionar um sereno Presidente da República sobre o facto de Portugal estar na bancarrota porque, mais uma vez, a Standard & Poor's baixou o rating – desta vez dois níveis. Se dantes entravam pela porta do desporto, agora caiem de pára-quedas nas redacções e saltam de trampolim para a política activa.

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