Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

30.4.10

Momentum: "Carpe diem" (268)


Numa altura que decorre até 28 de Junho no Museu Maillol a exposição C’est La Vie! Vanités de Caravaggio à Damien Hirst, toda a arte e iconografia macabra volta a ganhar alguma popularidade, como no obscurantismo da Idade Média mergulhada em doenças como a peste negra (agora Gripe das Aves e H1N1), calamidades (tsunamis, vulcões e terramotos) e guerras (terrorismo, subprime e ratings), quer seja com Diamond Skull (2007) de Damien Hirst, a obra mais cara de um artista vivo (cem milhões de dólares) ou, embora num registo mais suave, através da representação da doença e decadência em Ofélia (1851-1852) do pré-rafaelita John Everett Millais, quando a jovem modelo Elizabeth Siddal (1829 – 1862) adoece de pneumonia depois de posar em água gelada, ou Beata Beatrix (1872) de Dante Gabriel Rossetti concluída depois da sua morte. Reza a lenda que em vez de socorrê-la, Rossetti pôs-se a pintá-la. Um extraordinário momento de necrofilia continuado posteriormente quando resgata do túmulo os versos que concebera e enterrara nos cabelos de Lizzie e, mais tarde, publicados em The House of Life (1881).

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