Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

29.5.10

Bibliofilia: "Cossacos - Novela do Cáucaso"

Lev Tolstói, Cossacos – Novela do Cáucaso, Relógio D’Água, Janeiro 2010 (pp. 162). Dmítri Andréevitch Olénin oficial subalterno, aristocrata, ou seja junker, abandona, aos vinte e quatro anos, os vícios da sociedade moscovita e, com a sua falta de rumo e incapacidade para assumir compromissos, procura a liberdade na rudeza e pouco civilizadas estepes do Cáucaso entre tchetchenos e cossacos, vindo aí a descobrir o amor, não apenas pela bela cossaca Mariana (Marianka), há muito prometida ao bravo djiguit Lukachka, mas também sucumbindo ao apelo da natureza expresso nas jornadas de caça na cumplicidade do velho tio Erochka. A sua chegada a Novomlínskaia é brindada com a mais belo e poético entardecer (p. 24) narrado na literatura, não tivesse estado essa tarefa a cargo de Tolstói. Regressa a Moscovo um ano depois rejeitado. Só a capa é toda ela um tratado. É por estas e por outras.

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