Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

4.5.10

Momentum: "Carpe diem" (270)


No tempo dos nossos avós quem pedia emprestado a cinco para emprestar ao amigo a sete era um agiota. Agora chamam-lhes Estados soberanos. Mas, como o futebol interessa muito pouco aos Portugueses, mais preocupados, sobretudo em dia de fortes quedas nos mercados financeiros, em falar das consequências da descida do rating da república e na discussão sobre o adiamento dos grandes projectos de investimento público como o aeroporto, o TGV e o argentino Nicolas Gaitán (por 8,4 milhões de euros) do Boca Juniors. Impunha-se, pois então, uma palavra sobre a matéria. O quarto classificado do campeonato nacional tem uma relação tão forte com a cidade de Lisboa como a paisagem de Delft é deveras inspiradora para a obra de Vicent van Gogh. E é desta perfeita simbiose, ou relação entre um hipópotamo, as aves que transporta no dorso e as respectivas carraças, que se deve analisar os festejos do primeiro e único golo da Naval 1.º Maio. Pela mesma razão se gritou “olé” quando se perdia por modestos 2 – 5 contra ex-formidável equipa do Messi, Xavi, Iniesta, Thierry Henry, Ronaldinho, Eto e quatro defesas e um guarda-redes. E, pela mesma razão, se cantou o We Are the Champions dos Queen após se ter garantido um segundo lugar. Serve este intróito para afirmar que somente uma catástrofe pode impedir o Benfica com rating Aaa+ de se sagrar campeão e que o Sporting de rating Bbb- teve uma época de muita paciência. Lá em Braga.

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