Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

25.5.10

Momentum: "Carpe diem" (291)


Se um Estado (ainda soberano) tem necessidade de financiamento, porque não produz riqueza suficiente para as suas necessidades, tem duas opções: ou recorre ao financiamento externo – mais caro se o risco de incumprimento maior (rating, avaliado pelos malandros dos analistas das agências de notação financeira) – ou recorre ao financiamento interno através da poupança acumulada da respectiva população. (O Japão tem um endividamento de duzentos por cento detido todo pela sua população.) Pelo que é neste enquadramento que se deve ver a redução dos benefícios da série C (que paga 85% da Euribor a 3 meses, reduzida de 0,25%) dos Certificados de Aforro face à anterior série B (que pagava 80% da Euribor a 3 meses, tout court). O argumento (demagógico) é o de que apenas aqueles com maior capacidade financeira extraíam todos os benefícios dessa poupança. O que conduz à reflexão de que a melhor forma de acabar com o desequilíbrio entre ricos e pobres é exterminar, pura e simplesmente, os ricos, deixando assim tudo equilibrado. Na insatisfação.

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