Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

1.6.10

Momentum: "Carpe diem" (296)


Numa altura que alguns partidos políticos discutem por questões orçamentais a qualidade e mérito dos actuais apoios sociais, há um historiador – preso no seu corpo devido à doença de Lou Gehring que vai degradando o sistema nervoso até à paralisia, mantendo as faculdades mentais – que defende em livro a tese de que “a social-democracia e o Estado providência são os melhores modelos de governação pública” por oposição à insustentabilidade a prazo do modelo neo-liberal surgido nos idos 80: “a obsessão com a criação de riqueza, o culto da privatização e do sector privado, (...) a admiração acrítica dos mercados livres, o desdém pelo sector público, a ilusão do crescimento eterno,” que gera tantas desigualdades e tensões sociais como o caso do presidente-executivo da General Motors que, em 1968, auferia 66 vezes o salário de um trabalhador médio, por comparação como presidente-executivo da Wal-Mart de hoje que já ganha 900 vezes o salário médio de um dos seus funcionários. Segundo ele, “ser beneficiário de ajuda pública, seja sob a forma de apoios à infância, alimentos ou subsídios de desemprego, é uma marca de Caim: um símbolo de falhanço pessoal.” A lucidez de Tony Judt pode ser encontrada aqui e ainda aqui.

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