Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

27.10.10

Momentum: "Carpe diem" (386)


Há aqui qualquer coisa que contribui ainda mais para o nosso desencanto: começa logo pela incaracterística forma – a que outros já chamaram exaustivamente de insólita – encontrada para anunciar a candidatura em prime-time e o mais que conveniente anúncio, com pompa e circunstância, da não utilização de outdoors e consumir apenas metade do orçamento previsto na lei, quando se parte de um patamar acima. Começa a ser muito difícil separar o trigo do joio ou a boa da má moeda. E alguém no passado, mais ou menos, recente alertou para isto. Lembrei-me logo desse soberbo manual de erudição do Pedro Mexia com a crónica de Lucas Cranach sobre a máscara de deus de boca aberta que decepa quem disser mentiras e a mulher adúltera que ao colocar lá a mão sai ilesa depois de garantir que o único homem que alguma vez lhe tocou, além do marido, foi o bobo impertinente que a agarra naquele preciso instante e que mais não é que o amante disfarçado.

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