Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

29.10.10

Momentum: "Carpe diem" (387)


Antes de fazer a lista da moda. A lista de cortes das despesas públicas e orçamentais. Gostaria de transmitir que o problema deste país de aluvião (s. f. terras, areia e lodo que se acumula pela acção das correntes e forma terreno onde existia água) não é de endividamento. É de excessivo endividamento. Excessivo porque não demonstra capacidade de produzir riqueza suficiente para pagar o endividamento já contraído (ou que necessite vir a contrair). Daí que, se o PIB crescesse abundantemente como as águas que se acumulam nos solos depois de forte pluviosidade em Lisboa ou abrandasse de 10,3% para 9,6% de um trimestre para o outro como na China, conseguíssemos ganhar a credibilidade necessária nos mercados financeiros para continuar a ter crédito a preços (juros) moderados. No intervalo do corte e costura (desorçamentação com os fundos de pensões), vamos então avançar para a redefinição de um novo modelo estratégico de crescimento económico sustentado nos nossos clusters: logística (porto de Sines), energias renováveis, enriquecimento ilícito, cortiça, cargos dirigentes na PT, vinhos, forte concorrência interna da EDP, turismo, corrupção, sapatos, sector automóvel (Autoeuropa), sucateiros, multas da Emel, ou prendas ao Chávez.

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