Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

21.11.10

Cinefilia: "Gran Torino" (2008)

O filme começa com um funeral e acaba com a leitura de um testamento. Os defuntos é que são diferentes. Este herói da Guerra da Coreia (1950 – 1953) e ex-reformado da fábrica de automóveis Ford, onde colaborou na construção do Gran Torino de 1972 que possui, é fascinante pela integridade e rudeza que emana. Numa altura em que toda a gente se preocupa com o índice de simpatia, ainda que falsa, e o nível de popularidade, ainda que hipócrita, não deixa de ser entusiasmante alguém que doesn’t give a shit!, não faz cínicos fretes é frontal e intolerante. Tudo predicados malvistos da contemporaneidade plástica. Walt Kowalski (Clint Eastwood) não é sociável é racista, mas é autêntico. Já se sabe, numa época em que todos se esforçam para serem sociáveis, populares, estimados e bem-vistos, a oferta é grande e a procura rareia, logo baixam os preços: carácter, autenticidade, integridade, lisura de processos, seriedade e orgulho. O facto de ter sido condecorado pelo feito de ter morto um jovem inimigo que se rendia durante a conflito coreano, embora os factos não estejam directamente relacionados, persegui-o para sempre. Isso explica a forte relação com o jovem Thao. Ao contrário de William Munny, Walt Kowalski vinga-se duma forma não marcialista. Gran Torino (2008), realizado por Clint Eastwood, é também uma alegoria à integração do povo montanhoso da China, Vietname, Laos e Tailândia, os Hmong, no melting pot.

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