Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

29.12.10

Momentum: "Carpe diem" (421)


2010 foi um ano sonso. E dos sonsos. Culmina uma década de mudanças, transformações, inovações e metamorfoses. Boas e más. Ano sonso, porque quem diz andar cheio de trabalho não tem assim tanto para fazer; quem se mostra muito interessado, está-se a borrifar; quem se mostra forte e severo, é cobarde e mesquinho; quem irradia felicidade, não a tem; quem se mostra exuberante, sofre de um esconsa tristeza; poucos reconhecem o erro, poucos inflectem o rumo. A responsabilidade nem sequer morre solteira. É inexistente. Abunda a espontaneidade, mas escasseia a genuinidade, a autenticidade. Hoje na rádio, um jogador português do Málaga – que não reconheci o nome (Edgar?) –, esteve dez minutos a falar e não conseguiu dizer que quer abandonar o clube porque vai ter ainda menos oportunidade de jogar com a chegada do novo treinador (Manuel Pelegrini, o antecessor de Mourinho em Madrid) e devido à contratação de mais um jogador para a sua posição. Prendeu-se em “rodriguinhos” e, com toda a gente a perceber o que ele queria dizer, saiu o vácuo. É no futebol, é na política, nas empresas, na sociedade. Falta gente felina: “miando pouco, arranhando sempre, não temendo nunca”, como Fialho de Almeida (1857 – 1911).

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