Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

16.1.11

Momentum: "Carpe diem" (429)


Continuam a existir coisas extraordinárias provenientes do estrangeiro, e não me refiro ao FMI, a blogoesfera tem divulgado a sua descoberta cultural mais recente, que merece ser difundido, pois não envolve homossexualidade anciã ou o assassínio e tortura como culminar de expectativas defraudadas de rápida ascensão na carreira: Vivian Maier (1926 – 2009). Fotógrafa urbana amadora que nasceu em Nova Iorque e viveu durante algum tempo em França (1930 – 1951), tendo regressado à Big Apple (o Mac de treze polegadas aumentou o preço) com 25 anos de idade. Mais tarde, em 1956, iria viver para Chicago onde trabalhou como ama durante quarenta anos. O testemunho das crianças de quem tomou conta permitiram defini-la como socialista (não se sabendo se defensora de moura das energias renováveis), feminista, crítica de cinema e muito “terra-a-terra”. Usava casacos de homem, calçava sapatos do mesmo género e um largo chapéu. Tirava fotografias constantemente, que não mostrava a ninguém, sobre crianças, empregadas domésticas negras e os mendigos da América dos anos 50 e 60. Descoberta por um vendedor imobiliário de 26 anos, a atenção do mainstream já originou o projecto de lançamento de um livro, previsto para o final deste ano, e de um documentário em 2012, se ainda houver mundo. Mais referências podem ser consultadas, como sempre, na útil Wikipedia, que comemorou ontem dez anos.

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