Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

7.3.11

Cinefilia: "Magnólia" (1999)

Aquilo que não falta nos filmes de Paul Thomas Anderson (n. 1970) são personagens, entre dez a vinte por filme, algumas reincidentes como Julianne Moore (n. 1960), Philip Seymour Hoffman (n. 1967) e Luis Guzmán (n. 1956). Neste caso, com intervenção principal temos dez personagens e secundárias, com visibilidade acima da média, cerca de dezoito. O filme é dominado por traumas de infância, sentimento de culpa, violência moral, exploração infantil, abusos, solidão, infidelidade, relações falhadas, tentativas de suicídio, drogas e abandono, que afectam directa ou indirectamente, em menor ou maior escala, as dez personagens principais que interagem ao longo de todo enredo. Há referências concretas às coincidências e “às coisas que acontecem”. Só uma clamorosa e bíblica chuva de rãs (livro do Êxodo 8:2, quando o Senhor manda Moisés falar com o faraó para que deixe ir o povo, senão castigará com uma praga de rãs todo Egipto) consegue encontrar o rumo, alcançar o perdão, a felicidade e o sentido da vida. Já a magnólia é uma flor muito estudado por se pensar que tem estruturas de base muito primitivas que podem estar na génese de todas as restantes plantas. Magnolia / Magnólia (1999), de Paul Thomas Anderson, tem um ritmo alucinante e um argumento abstracto, comum a todas as personagens, pouco centralizado na trama. Não percebi nada, mas achei tudo espectacular.

Etiquetas: