Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

13.3.11

Momentum: "Carpe diem" (472)


Ora sobre a manifestação, a tal, parece-me que há motivos mais do que suficientes de desagrado para protesto quando as elites e lideranças não têm um mínimo de consideração por qualquer imperativo ético ou moral (coisa tão demodé) na condução dos destinos de um povo. Mas, por outro lado, também é verdade que grande parte daqueles jovens que agora tanto protestam são exactamente os mesmos que sempre enveredaram pela cultura do facilitismo: que deliraram com as licenciaturas concluídas em menos tempo que mudar os quatro pneus de um carro em qualquer estação de serviço que tenha de os reservar; cujo aprofundamento do estudo é gasto em longas horas passadas a adubar a quinta lá no Farmville e o “canudo” é construído numa engenharia do papel cuja exigente média de acesso ronda uns estrondosos nove valores numa universidade da periferia de Chittagong. Como é sempre perigoso citar “engenharia” a um “domingo”, podemos sempre concluir que aqueles a quem o facilitismo do passado recente serviu em tempo de abundância, são os mesmos que reclamam agora em tempo de “vacas magras”. “Em casa onde não há pão…” e por aí em diante.

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