Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

26.3.11

Momentum: "Carpe diem" (480)


Vivemos uma era de rapazolas, de marialvas, o poder está na rua, no sentido daqueles miúdos que põem a bola debaixo do braço e só deixam jogar quem lhes interessa, os foções, só eles é que querem marcar, só eles é que querem fintar. Querem sempre ganhar, custe o que custar, fazendo batota, alterando as regras, ainda que a meio do jogo, para que lhes sejam favoráveis e sempre convivendo repousadamente com isso. Não há magnanimidade, generosidade, na vitória e dignidade na derrota. Olha-se para os secretários de Estado, para os assessores, os directores de empresas e é só “jovens turcos” cheios de ambição a qualquer preço, sem valores, sem experiência, sem track-record, sem currículo (ou com currículo plástico). Mas estão lá e de lá não saem. E lá já chegaram. Sofisticados, porque manejam iPods, iPads. Falta ponderação, abunda a precipitação e o histerismo colectivo. Estuda-se pela rama e apenas o suficiente. Estuda-se pela Wikipedia e pelo Google. Lêem-se capas de livros. Fazem-se declarações de Estado pelo Facebook. A sabedoria dos velhos é agora ridicularizada, pelo modernismo, pela sofisticação. Qual Forrest Gump, corre-se, corre-se, corre-se, sem saber para onde. O importante é mesmo correr. A forma, nunca a substância. O vazio de conteúdo. Frivolidade, superficialidade, futilidade. É esta a panaceia do nosso tempo, no país e nas empresas.

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