Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

16.4.11

Bibliofilia: "Bibliotecas Cheias de Fantasmas"

Jacques Bonnet, Bibliotecas Cheias de Fantasmas, Quetzal, 2010, (pp. 164). Para bibliófilos ou bibliómanos (os devoradores que lêem ou os coleccionadores?), porque ainda não percebi a diferença, daqueles que, como eu, (gozados que somos por terceiros) a primeira coisa que fazem a um livro é cheirá-lo e apreciar o cheiro do papel que também abrange as revistas. Neste último caso, talvez a melhor seja mesmo a Ler pelo cheiro das suas sedosas folhas e pelo seu conteúdo, carregado de livros e experiências de leituras. Manual de intendência de como organizar a biblioteca: por tema, por autor, por ordem alfabética, por cores, por formatos, por nacionalidades, por… A pergunta que nunca se deve fazer a um bibliófilo / bibliómano é se já leu todos os seus livros. O que é que isso interessa? “Há livros que li e esqueci (muitos), e alguns que me limitei a espreitar e de que me lembro. Ou seja, nem todos foram lidos, mas todos foram folheados, cheirados, sopesados.” (p. 61) Diz a intendência que apenas dez por cento dos livros são lidos pelos detentores de bibliotecas grandes. O que é uma biblioteca grande? Igual ou superior a dez mil livros? Há livros que, pouco tempo depois de lidos, já não nos lembramos do seu conteúdo. Mas, “o importante não é ler depressa, mas ler cada livro à velocidade que ele merece. É tão pernicioso demorar tempo de mais com alguns como ler outros demasiado rápido.” (p. 63)

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