Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

23.4.11

Bibliofilia: "A Pérola" (1947)

John Steinbeck, A Pérola, Editora Livros do Brasil, Fevereiro 2011 (pp. 99). É conhecida a devoção do Prémio Nobel da Literatura de 1962, John Steinbeck (1902 – 1968), pela Natureza, relembrado por aquele transcendente carvalho de A Um Deus Desconhecido, daí as sempre fabulosas descrições da paisagem que revelam o apurado conhecimento da fauna e flora que envolve a narrativa. Com a parábola de A Pérola, revela como a ambiguidade da concretização de um sonho se pode tornar um pesadelo, moldado na ganância e ambição “porque é sabido que os homens nunca estão satisfeitos, dá-se-lhes uma coisa e eles querem sempre qualquer coisa mais. Diz-se isto como se fosse um defeito, quando é um dos grandes talentos que a espécie possui e aquele que a tornou superior aos outros animais, que estão sempre satisfeitos com aquilo que têm.” (p. 33) Numa altura que abundam os calhamaços acima de mil páginas é desfrutar duma curta e bela história inspirada num conto popular mexicano sobre a solidariedade familiar entre um pobre pescador índio, Kino, a sua mulher Juana e o filho de ambos, Coyotito, com um trágico desenlace. Hoje é dia do livro.

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