Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

3.4.11

Momentum: "Carpe diem" (484)


Cruzo-me, cada vez mais, vá-se lá saber porquê, com pessoas que sofrem de compulsive disclosure / divulgação compulsiva e, no pouco tempo que leva a esfregar um olho, contam o que fizeram no fim-de-semana, porque se casaram, porque se divorciaram, ou porque se casaram, divorciaram e tornaram a casar. O que comeram ao almoço e as dúvidas do que preparar ao jantar. Creio que com um mínimo esforço eram capazes de ir mais além, mesmo ao mais recente estranho. Mais recente estranho que, sem o querer, torna-se no mais íntimo amigo. Anda muita intimidade à solta. Demasiada. É o matraquear permanente e cansativo de quem tem opinião de tudo. Numa das últimas entrevistas, o saudoso Artur Agostinho comentou que: “Se Deus nos deu dois ouvidos, dois olhos e apenas uma boca, por alguma razão foi.” É, muitas vezes, nessas circunstâncias que eu me refugio e afundo no meu caderno ou nos meus livros, mesmo em convívio, mesmo em público.

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