Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

23.4.11

Momentum: "Carpe diem" (496)


Dia Mundial do Livro. Para quem constantemente fala deles ao longo do ano, aproveito precisamente hoje para criticar alguns. Não suporto as estuchas do norte-americano Henry James (1843 – 1916), de quem li (ou melhor, consegui ler) Retrato de Uma Senhora (1881), com sumptuosas e maçadoras descrições de personagens, também comuns a outro norte-americano F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940), de quem não vou conseguir concluir Terna é a Noite (1934), admitindo que são excelentes argumentos para adaptação cinematográfica, mas que vencem por cansaço o mais compulsivo e inveterado dos leitores, não tendo por detrás da trama uma ideia absolutamente genial que provoque qualquer sobressalto, abusando do melodramático em detrimento do coloquial. Suspeito que é tudo isto que me faz não tentar o inglês D. H. Lawrence (1885 – 1930) e, por exemplo, O Amante de Lady Chatterley (1928). Ainda que as histórias de amor e paixão possam ter vida própria como em Emily Brönte, O Monte dos Vendavais.

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