Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

14.5.11

Cinefilia: Álamo (2004)

O remake da história do cerco de treze dias que, de 23 de Fevereiro a 6 de Março de 1836, opôs texanos a mexicanos na missão espanhola de San António de Bexar, inicialmente representada em 1960 por John Wayne, no duplo papel de actor (Davy Crockett) e realizador, está pessimamente traduzida como se pode observar logo no prólogo: “The Alamo was established as a Spanish mission in 1718. For more than a century armed conflict deprived it of its sacred purpose. The church became a makeshift fortification against marauding Indians, rebels, and a succession of conquering armies. Location, proximity to settlements, and perhaps even fate made the Alamo a crossroads for siege and battle.” (“Álamo foi estabelecida como missão espanhola em 1718. Durante mais de um século, o conflito armado foi destituído do seu objectivo sagrado. A igreja tornou-se uma fortificação temporária contra ladrões índios, rebeldes e uma sucessão de exércitos conquistadores. A localização, a proximidade das colónias e até mesmo o destino, fez de Álamo uma encruzilhada de cercos e combates.”) No entanto, os diálogos, as sequências de planos, sem repetições da perspectiva, e o bem representado guarda-roupa da época, envergado pelos muitos figurantes, são fiéis à representação histórica, bem documentado nas idiossincrasias de Sam Houston (Dennis Quaid), Davy Crockett (Billy Bob Thornton), Jim Bowie (Jason Patric) e William Travis (Patrick Wilson). The Alamo / Álamo (2004), John Lee Hancock, é um filme épico muito bom. E "as goes the Alamo, so goes the Texas".

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