Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

24.6.11

Cinefilia: "Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho" (2003)

Pode não parecer, mas este filme está recheado de efeitos especiais: observar a Scarlett Johansson em roupa interior a ser constantemente desprezada é obra que nem ao alcance de Steven Spielberg está. Um actor de cinema, na meia-idade, Bob Harris (Bill Murray), com um casamento de vinte e cinco anos à beira do abismo, chega a Tóquio para gravar um anúncio a whiskey por dois milhões de dólares, e cruza-se com uma recém-licenciada em Filosofia, Charlotte (Scarlett Johansson), da prestigiada Universidade Yale, que casada há dois anos, é ignorada pelo marido, fotógrafo famoso de estrelas de cinema. A solidão, as barreiras linguísticas de um país estrangeiro, com um cultura diametralmente oposta, aproximam-nos e provocam momentos de grande intimidade entre ambos, sem ser necessário chegar a vias de facto. Lost in Translation – O Amor É Um Lugar Estranho (2003), segundo filme da realizadora Sofia Coppola (n. 1971), tem momentos cómicos com as traduções, que dão nome ao filme. Noutro registo, não falta o eterno cliché à identidade de género com o nome do escritor inglês Evelyn Waugh e explora a solidão, o desgaste matrimonial e a insónia motivada pela depressão.

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