Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

25.7.11

Momentum: "Carpe diem" (542)


Observo a época tauromáquica com a perplexidade de quem no passado não via cavaleiros, como Joaquim Bastinhas, a saltarem com o cavalo a galope em plena corrida, a fazer peito ao touro – quando esse era predicado dos forcados –, ou matadores espanhóis a descalçarem-se, durante a faena, em plena arena, antes de se ajoelharem diante do touro. [Que saudades de José Mestre Baptista (1940 – 1985), no tempo do Baptista com “p” e da valentia sem parvoíce.] Deve ser a inovação e a bendita sofisticação que chega às artes tradicionais equestres e à tauromaquia e que tem de dar espectáculo, pois só o espectáculo, correndo riscos desnecessários, tem hoje adesão, ainda que consista na desenfreada descida de uma ladeira de skate, a alta velocidade, sem atropelar o Guedes.

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